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Tá quase pronto

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Após seis longos meses de enrolação e desculpas esfarrapadas, terminei a seleção das fotos do Caminho de Santiago. Uma observação que eu tenho a respeito é que quase não tem gente nas fotografias e um amigo me disse que as imagens falam sobre um caminhho solitário. Solitário é uma coisa que o caminho não é. Só se a gente quiser. E o meu não foi. Mas a idéia era mostrar detalhes, imagens que evocassem o que eu estava sentindo no momento.As fotos dos amigos del camino vão ter lugar , pois tiveram um papel importante, mas isso vai ficar pra depois do texto pronto. Provavelmente o texto vai demorar mais uns seis meses pra ficar pronto, e depois disso, só Deus sabe se vai rolar uma publicação ou não. Espero que sim. Ainda não dá pra mostrar tudo, mas a capa já tá aquí. Foto: Hontanas, Espanha - outubro de 2008 - Diagr.: São Paulo, maio de 2009

Tomando conta do lugar

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A foto é antiga... ainda da era FotoClube pré-digital. Mas realmente, o blog anda um tanto largado e as teias de aranha começam a aparecer. Resolução de ano novo com meses de atraso: Escrever mais (...e melhor) no blog, e tentar fotografar mais (...e melhor). Além de ordenar o acervo, organizar idéias e desengavetar projetos. Senão realmente as teias de aranha vão tomar conta do lugar. São José dos Campos - SP, 2004

A vida é uma jornada. Aproveite a viagem!

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Enquanto a gente anda por um caminho sem saber que vai dar em lugar nenhum, parece tudo bem, tudo perfeito, tudo sob controle... o mundo a nossa volta, sendo tudo o que conhecemos, parece ser capaz de provêr tudo que a gente precisa. Caminhando sozinho a gente tem equilíbrio, olha sempre em frente, sem distração... até que chega alguém e pega a gente pelo braço, como quem díz: "Vem! Vem por aquí que é legal, é diferente!". E a gente vai. Se segurando naquela pessoa como se fosse tudo que a gente tem. Apesar do medo, da insegurança, o caminho novo é melhor, tem obstáculos, mas tem cores que a gente nunca víu, tem uma paisagem diferente da que a gente tá acostumado... E, de repente, aquela mão não tá mais lá, ou por que correu na frente ou por que preferíu voltar... difícil saber. É nesse ponto que a gente decide se volta ou não. Se voltar, o caminho antigo não vai mais ser suficiente, na verdade não se quer mais andar pelos mesmos passos. Aí a gente segue em frente e bem no fu...

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São José dos Campos - SP, 13 de maio de 2007

Insetos em volta da lâmpada

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Mudanças nunca vêm sozinhas. E olha que de mudança eu entendo, por que eu já fíz tanta coisa, tanta coisa, que às vezes acho que na verdade eu tenho o dobro da minha idade. Eu tenho sempre a impressão que a minha vida é um negócio assim sem padrão, não tem uma linha mestra, um traçado ideal, digamos assim. Quando eu saí da faculdade achava que era pra sempre. Decisão difícil, tempo, dinheiro e dedicação gastos pra se jogar no vento assim, sem mais nem menos. Mas na época, tanto quanto agora, achei correto. Quando saí do meu último, e primeiro emprego de verdade como técnico também achei que era pra sempre. Não sabia direito o que ía acontecer, não sabia se ía conseguir o que queria, mas tentei. Talvez não tenha me dedicado com a garra e a vontade necessárias, mas foi o bastante pra me sustentar, aos trancos e barrancos, durante dois anos. E agora o destino me pega pela mão e coloca de volta onde eu estava, há dois anos atrás, pra continuar tudo de onde eu parei, não exatamente de onde ...
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Dizem que dá sorte quando uma borboleta pousa na gente. Essa pousou no chão mas, por incrível que pareça, subíu no meu dedo, e ficou perambulando pela minha mão durante tempo suficiente pra eu pegar a câmera, trocar de lente, fotometrar, acertar o branco (que não ficou lá muito certo - repare no tom avermelhado), fazer foco, medir a profundidade de campo e clicar umas 20 vezes... pra conseguir uma imagem que valesse a pena mostrar... Se dá sorte? A foto ficou boa... pra mim já é sorte o bastante. São José dos Campos, março de 2007