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Insetos em volta da lâmpada

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Mudanças nunca vêm sozinhas. E olha que de mudança eu entendo, por que eu já fíz tanta coisa, tanta coisa, que às vezes acho que na verdade eu tenho o dobro da minha idade. Eu tenho sempre a impressão que a minha vida é um negócio assim sem padrão, não tem uma linha mestra, um traçado ideal, digamos assim. Quando eu saí da faculdade achava que era pra sempre. Decisão difícil, tempo, dinheiro e dedicação gastos pra se jogar no vento assim, sem mais nem menos. Mas na época, tanto quanto agora, achei correto. Quando saí do meu último, e primeiro emprego de verdade como técnico também achei que era pra sempre. Não sabia direito o que ía acontecer, não sabia se ía conseguir o que queria, mas tentei. Talvez não tenha me dedicado com a garra e a vontade necessárias, mas foi o bastante pra me sustentar, aos trancos e barrancos, durante dois anos. E agora o destino me pega pela mão e coloca de volta onde eu estava, há dois anos atrás, pra continuar tudo de onde eu parei, não exatamente de onde ...

Ximbiquinha

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A Carol já é diferente, meiga, fofa, mas com uma personalidade forte, que parece não caber numa menininha daquele tamanho. Ardida que só ela. Eu brinco com ela dizendo que ela é uma das Meninas Superpoderosas: Lindinha, Florzinha, Docinho e Ximbiquinha... ela não gosta muito, mas a gente se diverte. O que eu disse do Pedro também vale pra ela, gostaria de poder passar mais tempo com eles, saber melhor do que eles gostam.. tem horas que me sinto um estranho na própria família, mas é preciso, e talvez isso torne ainda mais especial quando a gente pode curtir junto. São José dos Campos - SP, abril de 2007

Mama... tá chegando?

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Olha a cara de entediado do Pedro, na volta da viagem da Páscoa... o engraçado é que vendo ele durante a viagem eu me lembro exatamente de como eu era... -Onde a gente tá? -Em Guará, Pedro. -Faltam quantas? -Ainda falta Aparecida, Roseira, Pinda, Taubaté e Caçapava... -Hummm... E agora, onde a gente tá? -Em Guara ainda! -AAAAAinda? Hahahahahahaha, o Pedro é 10. Eu não passo tanto tempo com ele como gostaria, nem aproveito o tempo em que estou com ele como gostaria, mas tento. É uma criança que enche os olhos da gente, educado, doce, de uma inteligência que surpreende a cada dia. Uma pessoinha que é o exemplo de filho que eu gostaria de ter. Como afilhado, já tá de bom tamanho. O magrelo foi fotografado em algum trecho entre Cruzeiro e São José dos Campos - SP, em abril de 2007

Pôr do sol de novo

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Como fotos do pôr-do-sol já virarm um lugar comum desde que inventarm a fotografia colorida, vamos aproveitar pra dar uma aulinha de astronomia. Ô pôr-do-sol é avermelhado por que os raios solares sofrem um desvio no seu comprimento de onda ao atravessar uma atmosfera com alta quantidade de partículas em suspensão. É, poluição serve pra lguma coisa... São Paulo - SP, março de 2007

Eu recomendo

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Zé do Caixão recomenda. huahauhauhauhauhauah... Eu vou dar um curso de Fotografia ou de Photoshop e fazer uma propaganda assim... Só não escolhí o garoto-propaganda ainda. Estou em dúvida entre o Slott dos Goonies ou o Doutor Chapatin... hahahahahahhahaha... São Paulo-SP, março de 2007 - Que fique claro que não tenho nada contra o ilustríssimo ser das trevas que adorna esse humilde post

Outono

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Existem duas maneiras de perceber a chegada do outono. Ou você fica doente com a mudança climática, coisa de velho, né... o tempo muda e começam as dores, os resfriados e etc... Ou então você dá de cara com um pôr-do-sol daqueles de cinema. De uma forma ou de outra... o outono é sempre bem-vindo... mesmo por que ele começa dias antes do meu aniversário... rs... São Paulo - SP, março de 2007

Leptospi-o-quê II

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Livros de uma biblioteca municipal destruídos pela chuva da última sexta-feira (16/03). Os prejuízos só não foram maiores por que os moradores da região ajudaram a retirar os livros da parte baixa das estantes. São Paulo, 19 de março de 2007

A Rita me trouxe um sorriso

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Rita é uma criança, deficiente auditiva. Rita pintou esse quadro. Vento no rosto, céu azul e a alegria de ver as pipas no céu, como quando eramos crianças. Rita me fez pensar, ou melhor, me fez lembrar que não são necessárias asas para voar. São Paulo, 19 de março de 2007 O título é uma brincadeira com a música "A Rita" do Chico Buarque: "A Rita levou meu sorriso, no sorriso dela, meu assunto..."

She's Like a Rainbow

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Um dia em que pensar em qualquer coisa trouxesse um sorriso. De fechar os olhos e, ao abrí-los, encontrar um colorido a mais. Um dia para talvez encontrar um caminho por entre as defesas e armadilhas do coração de alguém. De acreditar que o dia-a-dia é extraordinário e que tudo é possível. Um dia com você. São Paulo - SP, 18 de março de 2007 - Um dia pra aceitar o calor insuportável e a chuva fora de hora... de olhos abertos.

Leptospi-o-quê?

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Fortes chuvas causaram um dos maiores momentos de caos na cidade de São Paulo hoje, (16/03). A Lapa foi uma das regiões mais atingidas, com ruas alagadas, carros arastados e a população à ver navios, ou melhor botes... botes do corpo de bombeiros foram utilizados no resgate de pesoas que ficaram ilhadas pela chuva. Apesar de tudo, sempre há aqueles que se arriscam a circular pelas áreas alagadas, mesmo com o risco de acidentes e doenças... E aqueles que se arriscam da mesma forma pra conseguir uma imagem... acho que essa foto podería ter ficado melhor... "Se a foto não está boa, é por que você não chegou perto o suficiente...", enfiar o pé num buraco cheio de água já foi o suficiente pra mim, pelo menos por hoje... São Paulo - SP, 16 de março de 2007
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Dizem que dá sorte quando uma borboleta pousa na gente. Essa pousou no chão mas, por incrível que pareça, subíu no meu dedo, e ficou perambulando pela minha mão durante tempo suficiente pra eu pegar a câmera, trocar de lente, fotometrar, acertar o branco (que não ficou lá muito certo - repare no tom avermelhado), fazer foco, medir a profundidade de campo e clicar umas 20 vezes... pra conseguir uma imagem que valesse a pena mostrar... Se dá sorte? A foto ficou boa... pra mim já é sorte o bastante. São José dos Campos, março de 2007
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Tempestade na tarde de ontem (25) na região da Freguesia do Ó São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São José dos Campos/SP - Julho de 2006
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Durante um tempão eu achei um saco esse emaranhado de fios pelas ruas de São Paulo... é feio, é cheio de pombos que presenteiam as cabeças dos azarados, atrapalha a maioria das fotos, vivem se arrebentando, atrapalhando o trânsito, causando aquelas podas homicidas nas árvores pelo pessoal "qualificado" da prefeitura, fora os frequentes roubos de cabos... Mas resolví fazer as pazes com os condutores do conforto elétrico, telefônico e televisivo dos cidadãos da metrópole! Eles continuam feios.. mas dá pra bolar uns grafismos interessantes com essa geometria caótica que a modernidade nos trás... São Paulo/SP, dezembro de 2006
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São Paulo/SP, novembro de 2006
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É engraçado ver como algumas coisas resistem bravamente ao tempo... coisas que ao menos pensamos terem sido comuns em outras épocas, que hoje chamam a atenção mais pela raridade e curiosidade que pela sua função propriamente dita. Tocadores de realejo, caixeiros viajantes, índios vendedores de ervas medicinais, mímicos de semáforo. Um dia desses ví um retratista... pra quem não sabe, ou não se lembra, um retratista é um fotógrafo, que geralmente traz consigo um pônei, uma charrete, um cabritinho colorido (coitado), pra fotografar as crianças... lógico que isso vem de uma época em que uma câmera fotográfica era um bem que poucos poderíam se dar ao luxo de possuir. Uma época em que a fotografia era tão nova quanto deslumbrante. Uma época que começou a acabar com a chegada da época do filme de 35mm e das câmeras portáteis... Kodak... Curt... Fuji... que aliás está acabando por conta da época das super-hiper-master-blaster-mega-façotudosozinha digitais... sem contar os celulares que juram ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São Paulo/SP, dezembro de 2007

Pingo

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Primeiro teve a Lassie, dela vieram o Rafik e o Rex. O Rafik viveu uns 12 anos e de todos foi o melhor que eu tive... me acompanhava até a escola quando eu era pequeno e voltava sozinho pra casa... e no final da manhã ele quase sempre estava me esperando no fim da rua, foi atropelado mais de uma vez... apanhou de outros cachorros, bateu em alguns também... era o tipo marginal, ninguém conseguía segurar ele em casa, a gente achava que um dia ele ía acabar morrendo atropelado ou iría fugir pra não voltar mais... acabou que morreu quando a gente se mudou, talvez por não se acostumar com a casa nova, talvez por ter pego alguma doença de um dos 15 gatos da vizinha... é, a vizinha era a pior pois chamava seus gatos de Leonardo, Eduardo, Daniel e por aí vai... O Rex morava com os meus avós, em Cruzeiro, também viveu muito tempo e o fim dele foi ainda mais trágico... coitado, mas isso não vem ao caso. Depois teve o Jimi, era um meio poodle, peludo que só ele... preto... fugiu, ou foi roubado, ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007