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Mostrando postagens de fevereiro, 2007
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Tempestade na tarde de ontem (25) na região da Freguesia do Ó São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São José dos Campos/SP - Julho de 2006
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Durante um tempão eu achei um saco esse emaranhado de fios pelas ruas de São Paulo... é feio, é cheio de pombos que presenteiam as cabeças dos azarados, atrapalha a maioria das fotos, vivem se arrebentando, atrapalhando o trânsito, causando aquelas podas homicidas nas árvores pelo pessoal "qualificado" da prefeitura, fora os frequentes roubos de cabos... Mas resolví fazer as pazes com os condutores do conforto elétrico, telefônico e televisivo dos cidadãos da metrópole! Eles continuam feios.. mas dá pra bolar uns grafismos interessantes com essa geometria caótica que a modernidade nos trás... São Paulo/SP, dezembro de 2006
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São Paulo/SP, novembro de 2006
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É engraçado ver como algumas coisas resistem bravamente ao tempo... coisas que ao menos pensamos terem sido comuns em outras épocas, que hoje chamam a atenção mais pela raridade e curiosidade que pela sua função propriamente dita. Tocadores de realejo, caixeiros viajantes, índios vendedores de ervas medicinais, mímicos de semáforo. Um dia desses ví um retratista... pra quem não sabe, ou não se lembra, um retratista é um fotógrafo, que geralmente traz consigo um pônei, uma charrete, um cabritinho colorido (coitado), pra fotografar as crianças... lógico que isso vem de uma época em que uma câmera fotográfica era um bem que poucos poderíam se dar ao luxo de possuir. Uma época em que a fotografia era tão nova quanto deslumbrante. Uma época que começou a acabar com a chegada da época do filme de 35mm e das câmeras portáteis... Kodak... Curt... Fuji... que aliás está acabando por conta da época das super-hiper-master-blaster-mega-façotudosozinha digitais... sem contar os celulares que juram ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São Paulo/SP, dezembro de 2007

Pingo

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Primeiro teve a Lassie, dela vieram o Rafik e o Rex. O Rafik viveu uns 12 anos e de todos foi o melhor que eu tive... me acompanhava até a escola quando eu era pequeno e voltava sozinho pra casa... e no final da manhã ele quase sempre estava me esperando no fim da rua, foi atropelado mais de uma vez... apanhou de outros cachorros, bateu em alguns também... era o tipo marginal, ninguém conseguía segurar ele em casa, a gente achava que um dia ele ía acabar morrendo atropelado ou iría fugir pra não voltar mais... acabou que morreu quando a gente se mudou, talvez por não se acostumar com a casa nova, talvez por ter pego alguma doença de um dos 15 gatos da vizinha... é, a vizinha era a pior pois chamava seus gatos de Leonardo, Eduardo, Daniel e por aí vai... O Rex morava com os meus avós, em Cruzeiro, também viveu muito tempo e o fim dele foi ainda mais trágico... coitado, mas isso não vem ao caso. Depois teve o Jimi, era um meio poodle, peludo que só ele... preto... fugiu, ou foi roubado, ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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É no mínimo curioso tentar entender as razões que levam a gente à fotografar determinado assunto, fato, ou pessoa... Fotografamos os lugares em que estivemos por que aquilo testemunha que estivemos num lugar especial. Fotografamos as pessoas que amamos por que mostra o quanto essas pessoas são especiais. Sentímos o anseio de fotografar determinado acontecimento por que isso faz do fotógrafo parte daquilo, daquele trecho da história. Eu digo que o melhor de fotografar é saber que presenciamos a história atual de um ponto de vista privilegiado... ainda que esse ponto de vista seja um local perigoso, de difícil acesso e cheio de gente te olhando desconfiado. Mas o que é curioso, e por vezes confundido pelas pessoas é o porquê fotografam os pobres, a miséria, as guerras... por que fotografam a dor. Não é bonito, não é nobre, e sou extremamente desconfiado quanto à considerar a fotografia como arte (mas isso é opinião minha)... é simplesmente a vida de alguém, sendo colocada à mostra, com t...
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São Paulo/SP, janeiro de 2007
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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Estava à toa na vida O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor A minha gente sofrida Despedíu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor... São Paulo/SP, janeiro de 2007

A Lapa

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A Lapa é um dos bairros que eu mais gosto em São Paulo. Minha primeira residência quando vim morar aquí na cidade graaaande, meu primeiro emprego, a faculdade (que não terminei, diga-se de passagem), meu primeiro, e atual, emprego fixo como fotógrafo. Um bairro tradicional... mas diferente do resto da cidade, não sei se é familiaridade por ter morado lá ou pelo fato de trabalhar na região, mas é um lugar em que me sinto estranhamente em casa. O duro está sendo tentar voltar pra lá... a droga da especulação imobiliária e a crescente verticalização jogaram o valor dos aluguéis nas alturas... Alguém tería um kitnet pra alugar? Vista dos fundos da editora - Lapa, São Paulo, outubro de 2006