É no mínimo curioso tentar entender as razões que levam a gente à fotografar determinado assunto, fato, ou pessoa...
Fotografamos os lugares em que estivemos por que aquilo testemunha que estivemos num lugar especial. Fotografamos as pessoas que amamos por que mostra o quanto essas pessoas são especiais. Sentímos o anseio de fotografar determinado acontecimento por que isso faz do fotógrafo parte daquilo, daquele trecho da história.
Eu digo que o melhor de fotografar é saber que presenciamos a história atual de um ponto de vista privilegiado... ainda que esse ponto de vista seja um local perigoso, de difícil acesso e cheio de gente te olhando desconfiado.
Mas o que é curioso, e por vezes confundido pelas pessoas é o porquê fotografam os pobres, a miséria, as guerras... por que fotografam a dor.
Não é bonito, não é nobre, e sou extremamente desconfiado quanto à considerar a fotografia como arte (mas isso é opinião minha)... é simplesmente a vida de alguém, sendo colocada à mostra, com todas as feridas, as vergonhas, as mazelas que uma sociedade impõe, infelizmente, à grande maioria. E por isso fotografamos. Talvéz pra mostrar o quanto ainda temos que ser melhores, o quanto o atual capitalismo é cruel, o governo é irresponsável e a hmanidade em geral é mesquinha, por poderem dormir enquanto alguém sofre.
Robert Capa foi um dos maiores fotógrafos de guerra de todos os tempos, ele odiava a guerra... ele costumava dizer que o sonho dele era não ter mais guerras pra fotografar... morreu ao pisar numa mina terrestre aos 36 anos.
Acho que imagens duras como essa continuarão a ser feitas, até que o mundo saiba o que fazer com as imagens ensanguentadas, empoeiradas e cheirando à lixo que despejamos sobre as mesas de café da manhã anti-sépticas que existem por aí...
Fotografamos os lugares em que estivemos por que aquilo testemunha que estivemos num lugar especial. Fotografamos as pessoas que amamos por que mostra o quanto essas pessoas são especiais. Sentímos o anseio de fotografar determinado acontecimento por que isso faz do fotógrafo parte daquilo, daquele trecho da história.
Eu digo que o melhor de fotografar é saber que presenciamos a história atual de um ponto de vista privilegiado... ainda que esse ponto de vista seja um local perigoso, de difícil acesso e cheio de gente te olhando desconfiado.
Mas o que é curioso, e por vezes confundido pelas pessoas é o porquê fotografam os pobres, a miséria, as guerras... por que fotografam a dor.
Não é bonito, não é nobre, e sou extremamente desconfiado quanto à considerar a fotografia como arte (mas isso é opinião minha)... é simplesmente a vida de alguém, sendo colocada à mostra, com todas as feridas, as vergonhas, as mazelas que uma sociedade impõe, infelizmente, à grande maioria. E por isso fotografamos. Talvéz pra mostrar o quanto ainda temos que ser melhores, o quanto o atual capitalismo é cruel, o governo é irresponsável e a hmanidade em geral é mesquinha, por poderem dormir enquanto alguém sofre.
Robert Capa foi um dos maiores fotógrafos de guerra de todos os tempos, ele odiava a guerra... ele costumava dizer que o sonho dele era não ter mais guerras pra fotografar... morreu ao pisar numa mina terrestre aos 36 anos.
Acho que imagens duras como essa continuarão a ser feitas, até que o mundo saiba o que fazer com as imagens ensanguentadas, empoeiradas e cheirando à lixo que despejamos sobre as mesas de café da manhã anti-sépticas que existem por aí...
São Paulo/SP, janeiro de 2007
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