Ultima pauta. Última?
Minha última pauta como fotógrafo. Campeonato de balonismo em Rio Claro, interior de São Paulo. Na verdade não foi bem uma pauta, foi mais um passeio fotográfico, mesmo por que minha única responsabilidade era conseguir algumas fotos boas pra dar uma renovada no portfólio.
Arrebentei minha canela numa estaca no meio do caminho, quase fui atropelado por um balão e terminei o dia coberto de poeira, dos pés à cabeça.
Me entupí de comer cocada, acabei fotografando um campeonato de equitação (pauta incidental hahahah) rí o dia inteiro com o Will e a Jó (que teve a mesa roubada num McDonalds vazio - que tragédia hahahahaha)... enfim, me divertí.
Aí no fim do dia, ou melhor, da noite... já cansado, com dores nas pernas e no resto do corpo... eu baixei a câmera e fiquei vendo o acender e apagar dos balões. Eu sempre acreditei que o melhor de ser fotógrafo era poder presenciar os acontecimentos a partir de um ponto de vista privilegiado... E era exatamente o que eu tinha naquele momento. Apesar do cansaço, do encardimento e da canela ralada, eu estava feliz por estar alí. E foi engraçado por que, quanto mais eu ficava feliz por estar alí, mais triste eu ficava por achar que estava abrindo mão de um sonho, por achar que aquela sería uma das minhas últimas pautas.
São momentos como esse que fazem a gente pensar nos caminhos que a vida da gente toma. Caminhos, como eu já disse, que a gente tem muito pouco controle sobre. Aí concluí que não dá pra abrir mão de algo que a gente demorou pra conseguir, abrir mão de um caminho que a gente escolheu e começou a caminhar contra todas as expectativas. Não dá pra abrir mão de algo que tá enraizado no coração da gente.
Ou seja... por mais que eu seja hoje, de novo, técnico em telecomunicações, o fotógrafo fica, dividindo com o técnico os objetivos, os anseios, o sonho. Se dá pra caminhar dois caminhos ao mesmo tempo eu não sei... mas eu vou tentar. E que venha a próxima pauta, por que a última ainda tá longe de chegar...
Arrebentei minha canela numa estaca no meio do caminho, quase fui atropelado por um balão e terminei o dia coberto de poeira, dos pés à cabeça.
Me entupí de comer cocada, acabei fotografando um campeonato de equitação (pauta incidental hahahah) rí o dia inteiro com o Will e a Jó (que teve a mesa roubada num McDonalds vazio - que tragédia hahahahaha)... enfim, me divertí.
Aí no fim do dia, ou melhor, da noite... já cansado, com dores nas pernas e no resto do corpo... eu baixei a câmera e fiquei vendo o acender e apagar dos balões. Eu sempre acreditei que o melhor de ser fotógrafo era poder presenciar os acontecimentos a partir de um ponto de vista privilegiado... E era exatamente o que eu tinha naquele momento. Apesar do cansaço, do encardimento e da canela ralada, eu estava feliz por estar alí. E foi engraçado por que, quanto mais eu ficava feliz por estar alí, mais triste eu ficava por achar que estava abrindo mão de um sonho, por achar que aquela sería uma das minhas últimas pautas.
São momentos como esse que fazem a gente pensar nos caminhos que a vida da gente toma. Caminhos, como eu já disse, que a gente tem muito pouco controle sobre. Aí concluí que não dá pra abrir mão de algo que a gente demorou pra conseguir, abrir mão de um caminho que a gente escolheu e começou a caminhar contra todas as expectativas. Não dá pra abrir mão de algo que tá enraizado no coração da gente.
Ou seja... por mais que eu seja hoje, de novo, técnico em telecomunicações, o fotógrafo fica, dividindo com o técnico os objetivos, os anseios, o sonho. Se dá pra caminhar dois caminhos ao mesmo tempo eu não sei... mas eu vou tentar. E que venha a próxima pauta, por que a última ainda tá longe de chegar...
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Beijos