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Che Guevara e a guitarra elétrica

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Parece sacanagem aliar o maior mártir da luta antiimperialista ao maior símbolo de dominação cultural americana, mas a meu ver, os dois têm muito mais em comum do que aparentam. Presente nas maiores manifestações culturais, que muitas vezes tinham uma voz de protesto clamando contra o sistema, o governo, as guerras, a hipocrisia, ou propósitos menos nobres como o amor-livre e a apologia às drogas. A guitarra hoje carece de criatividade, sofre nas mãos de gente sem talento, sem noção, sem escrúpulos, bando de caça-níqueis, salafrários, cafajestes, almofadinhas, empresários de meia-tigela, pseudo-músicos meia-boca e cantores fracassados. O socialismo e os ideais de igualdade que se mostraram como o grande sonho de Ernesto Guevara é hoje uma fachada de regimes escravagistas, corruptos, opressores, antro de ditadores inescrupulosos, facínoras, populistas, demagogos políticos, charlatões, militares impotentes, líderes em franca decadência e moribundos sem visão de nação. De qualquer forma, ...

Prefiro as tempestades.

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Cessam as buzinas, cessam as palavras. A música está no vento, junto ao tamborilar de milhões de gotas d'água sobre os telhados. A luz dos relâmpagos cega as frias lâmpadas que iluminam as ruas. O som dos trovões engole o silêncio dos apartamentos de uma cidade que só para quando falta energia. São Paulo, SP - 12 de fevereiro de 2008