Che Guevara e a guitarra elétrica

Parece sacanagem aliar o maior mártir da luta antiimperialista ao maior símbolo de dominação cultural americana, mas a meu ver, os dois têm muito mais em comum do que aparentam.

Presente nas maiores manifestações culturais, que muitas vezes tinham uma voz de protesto clamando contra o sistema, o governo, as guerras, a hipocrisia, ou propósitos menos nobres como o amor-livre e a apologia às drogas. A guitarra hoje carece de criatividade, sofre nas mãos de gente sem talento, sem noção, sem escrúpulos, bando de caça-níqueis, salafrários, cafajestes, almofadinhas, empresários de meia-tigela, pseudo-músicos meia-boca e cantores fracassados.

O socialismo e os ideais de igualdade que se mostraram como o grande sonho de Ernesto Guevara é hoje uma fachada de regimes escravagistas, corruptos, opressores, antro de ditadores inescrupulosos, facínoras, populistas, demagogos políticos, charlatões, militares impotentes, líderes em franca decadência e moribundos sem visão de nação.

De qualquer forma, acho que se Che tivesse vivido, teria gostado de muito que se fez com as guitarras elétricas ao longo dos anos que se passaram. E estaria tão decepcionado com a música de hoje, quanto com o seu amigo Fidel...

Cantinho do apartamento onde dormem as crianças.
Ironia, mas o amp e a guitarra são "made in China". Não tem Che, mas tem Mao... Que fase!

Comentários

Anônimo disse…
Adorei... bj

Nana

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