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Mostrando postagens de 2007

Nublado?

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Pra gente poder lembrar que, mesmo que o dia esteja nublado, o sol ainda esta brilhando lá em cima... Em algum ponto entre São Paulo e Salvador - 26 de novembro de 2007

E pra 2008...

2007 foi foda. Quer dizer... foi um ano estupendo! Um monte de coisa boa, nova e divertida. Um monte de desafios, surpresas e obstáculos. Lógico que tiveram coisas importantes que não deram certo (ou não deram certo ainda), mas... Um dia desses tava conversando com uma amiga, sobre as peças que a vida prega na gente, aquelas puxadas de tapete do destino, que deixam a gente meio tonto... Aí a gente concluíu que talvez a medida certa do quanto a gente viveu não está relacionada com o que a gente consegue, mas sim com as vezes que a gente tenta! O valor que tem aquilo que lutamos pra conseguir é o que vai nos dizer o quanto vivemos. Impressionante é não nos lembrarmos disso quando necessário, na hora em que começamos a ficar tristes por coisas que valerão mais pelo aprendizado que pelo que teríamos conseguido se tivessem "dado certo". E como é o primeiro post do ano. Vai a resolução pra 2008... "Tente outra vez!"

Supernova

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Continuando as filosofias estelares... Assim como qualquer outra coisa no universo, as estrelas tem um ciclo de vida, elas nascem, brilham por milhões de anos queimando a si mesmas, sem se importar se há ou não vida ao redor delas, e explodem, levando junto o que houver por perto. O sol também um dia vai acabar, e a gente vai junto, de lambuja, aí eu vejo todo mundo se preocupando com o aquecimento global, com o futuro do país ou com o que vou comer no almoço. A gente se preocupa demais com uma porção de coisas mas se esquece que um dia as preocupações acabam, junto com todo o resto, um dia a gente morre... Um dia a espécie acaba... Foi assim com os dinossauros, foi assim com o que quer que existiu antes deles, não vai ser diferente com a gente. Agora preciso plagiar meu amigo Gandalf, o Cinzento... é, esse mesmo... "o que importa é fazermos o melhor com o tempo que nos é dado"... e apesar da humanidade não estar indo muito bem nessa questão, o que importa é a gente achar um ...

Você não existe!

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Acompanhe o raciocínio: O universo é enorme, imensamente, inimaginavelmente, surpreendentemente, expandidamente grande. A vida, inteligente (ou quase), só existe em uma única espécie no nosso planeta, em um único planeta do nosso pedacinho da galáxia. Ou seja, a probabilidade de existir vida inteligente pelo universo afora é muito pequena. Então concluímos que a quantidade de pessoas no universo é pequena, ínfima, minimamente, desesperadoramente pequena. Matematicamente falando, um número muito pequeno, dividido por um número muito grande, tende a 0 (zero, nada, coisa nenhuma). Partindo desse princípio pode-se dizer que a quantidade de pessoas espalhadas pelo universo é igual a 0. Ou seja, você não existe! Mas não precisa se desesperar e começar a arrancar os cabelos inexistentes da sua cabeça inteligente (ou quase). Se por um lado você não existe, é óbvio que a coleção de gente imbecil que a gente conhece também não existe... o que é uma ótima notícia. Mas se você discordar e quiser c...

O bar

- Garçom, uma dose de perspectiva! - Tem não doutor! - Então me traz uma porção de bom senso! - Xiiii, tá em falta, e não é só aquí não! - Um objetivo com limão, pode ser? - O limão até tem... o resto só se encomendar... - Ah, então me dá essa cachaça vagabunda mesmo...

Destrambelhado

Trancar a chave no carro e deixar farol ligado. Esquecer a cafeteira preparada e o ferro de passar na tomada. Pegar ônibus sem carteira e largar o telefone sobre a geladeira. E aberta a janela chama a chuva que molha a cama. Desprogramar o rádio relógio Atrasado de novo, que ódio. Sem falar da panela no fogo, Devem achar que sou bobo. Mas a cabeça da gente é assim, Um dia ainda... esqueço de mim. Eu não costumo postar nada que não tenha uma foto junto... devo ter me esquecido de alguma coisa..., 23 de outubro de 2007

Seu Armando

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Eu não tive a oportunidade de conhecer o seu Armando como gostaría mas a notícia, que chegou até mim meio sem querer, me deixou triste. Seu Armando Colacioppo era uma lenda da noite paulistana, com uma simpatia e um carisma impressionantes, vendía seus bonequinhos artesanais pelos bares da Vila Madalena. Tive a oportunidade de fotografá-lo para a capa da edição de janeiro deste ano do Guia da Vila. Um dos retratos que eu mais gostei de fazer, um dos personagens mais interessantes que conhecí através da fotografia, faleceu no dia 28 de junho. Deixando pra trás uma noite orfã e um silêncio onde antes se escutava o sorridente "Compra um!" Seu Armando foi fotografado no bar Ó do Borogodó, na V. Madalena em São Paulo, em dezembro de 2006 Vai com Deus, seu Armando, Ele vai gostar dos bonequinhos...

Saudade é um telefone que não toca

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São Paulo, 25 de agosto de 2007 - Por que há palavras no silêncio. E no silêncio mora a verdade.

A vida é uma jornada. Aproveite a viagem!

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Enquanto a gente anda por um caminho sem saber que vai dar em lugar nenhum, parece tudo bem, tudo perfeito, tudo sob controle... o mundo a nossa volta, sendo tudo o que conhecemos, parece ser capaz de provêr tudo que a gente precisa. Caminhando sozinho a gente tem equilíbrio, olha sempre em frente, sem distração... até que chega alguém e pega a gente pelo braço, como quem díz: "Vem! Vem por aquí que é legal, é diferente!". E a gente vai. Se segurando naquela pessoa como se fosse tudo que a gente tem. Apesar do medo, da insegurança, o caminho novo é melhor, tem obstáculos, mas tem cores que a gente nunca víu, tem uma paisagem diferente da que a gente tá acostumado... E, de repente, aquela mão não tá mais lá, ou por que correu na frente ou por que preferíu voltar... difícil saber. É nesse ponto que a gente decide se volta ou não. Se voltar, o caminho antigo não vai mais ser suficiente, na verdade não se quer mais andar pelos mesmos passos. Aí a gente segue em frente e bem no fu...

Celulógrafo

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Como fotógrafo eu sempre desconfiei de fotos "tiradas" com o celular... mas, como recentemente não tenho andado muito com a minha boa e velha companheira câmera... resolví experimentar... Meu... é no mínimo confortável fotografar sem ter que se preocupar com ISO, abertura, velocidade, profundidade de campo e mais um monte de aspectos tecnicos... um resultado imprevisível de vez em quando faz bem. São Paulo - SP, 24 de julho de 2007

Paulista... atualizada!

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Não achei exatamente a foto que eu quería ter colocado no último post... Então fiz outra... Meio clichê, mas eu gosto. Avenida Paulista, São Paulo, SP - 03 de julho de 2007

Paulista...

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A Paulista não é uma avenida, é um universo. Pra quem não nasceu aquí, deslumbrar-se com a Paulista é fácil, e mesmo depois de anos passando por lá, ainda tem alguma coisa naquele lugar que me fascina... Um lugar perfeito pra trabalhar, pra ir ao museu, ao teatro, ao cinema, ao restaurante. Um lugar pra ver todo o tipo de paulistano, de nascimento ou de imigração. Pra curtir um domingo nada preguiçoso na feira de antiguidades embaixo do MASP, pra curtir o próprio MASP. Um ótimo lugar pra conhecer o que São Paulo tem de melhor. Entre mendigos, marreteiros, políticos e músicos de rua. Entre grafites indecifráveis, vitrines iluminadas, cruzamentos barulhentos e táxis apressados, a Paulista é incrivelmente perfeita. Um lugar que serve pra tudo, até, e principalmente, pra dar o primeiro beijo em alguém. Olha! É por isso que o lugar me fascinava... sabia que ía acontecer algo importante lá!!! Avenida Paulista, São Paulo , SP - 2005

Ultima pauta. Última?

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Rio Claro-SP, 23 de junho de 2007 Minha última pauta como fotógrafo. Campeonato de balonismo em Rio Claro, interior de São Paulo. Na verdade não foi bem uma pauta, foi mais um passeio fotográfico, mesmo por que minha única responsabilidade era conseguir algumas fotos boas pra dar uma renovada no portfólio. Arrebentei minha canela numa estaca no meio do caminho, quase fui atropelado por um balão e terminei o dia coberto de poeira, dos pés à cabeça. Me entupí de comer cocada, acabei fotografando um campeonato de equitação (pauta incidental hahahah) rí o dia inteiro com o Will e a Jó (que teve a mesa roubada num McDonalds vazio - que tragédia hahahahaha)... enfim, me divertí. Aí no fim do dia, ou melhor, da noite... já cansado, com dores nas pernas e no resto do corpo... eu baixei a câmera e fiquei vendo o acender e apagar dos balões. Eu sempre acreditei que o melhor de ser fotógrafo era poder presenciar os acontecimentos a partir de um ponto de vista privilegiado... E era exatamente o qu...

Retrato

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Máximo La Malfa, artista plástico da Vila Madalena, São Paulo-SP, 1 de junho de 2007

Cultura

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O Tendal da Lapa é o centro cultural mais improvável que eu conheço. Praticamente sem investimento, sem apoio dos órgãos governamentais, um local abandonado pelas autoridades mas que persevera, graças à determinação de quem vê alí um acolhimento à iniciativas culturais. Ao alcance da população, ocorrem alí oficinas de artes plásticas, aulas de música, grupos de teatro e circo, apresentações gratuitas e palestras de interesse comunitário. Um exemplo bonito de competência e amor pela arte, apesar do descaso do poder público. Mais informações em http://www.vivaotendal.net/ A peça "Urdindo Manuel, Tecendo Bandeira" é um ótimo exemplo de como fazer arte de forma inovadora, para o povo e com o povo. Baseada no universo do poeta Manuel Bandeira, a peça está em cartaz aos sábados e domingos às 17:00. O Tendal fica na R. Guaicurus, 1.100, com entrada e estacionamento pela R. Constança, 72. São Paulo - SP, 26 de maio de 2007

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São Paulo - SP, 14 de maio de 2007

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São José dos Campos - SP, 13 de maio de 2007

Insetos em volta da lâmpada

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Mudanças nunca vêm sozinhas. E olha que de mudança eu entendo, por que eu já fíz tanta coisa, tanta coisa, que às vezes acho que na verdade eu tenho o dobro da minha idade. Eu tenho sempre a impressão que a minha vida é um negócio assim sem padrão, não tem uma linha mestra, um traçado ideal, digamos assim. Quando eu saí da faculdade achava que era pra sempre. Decisão difícil, tempo, dinheiro e dedicação gastos pra se jogar no vento assim, sem mais nem menos. Mas na época, tanto quanto agora, achei correto. Quando saí do meu último, e primeiro emprego de verdade como técnico também achei que era pra sempre. Não sabia direito o que ía acontecer, não sabia se ía conseguir o que queria, mas tentei. Talvez não tenha me dedicado com a garra e a vontade necessárias, mas foi o bastante pra me sustentar, aos trancos e barrancos, durante dois anos. E agora o destino me pega pela mão e coloca de volta onde eu estava, há dois anos atrás, pra continuar tudo de onde eu parei, não exatamente de onde ...

Ximbiquinha

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A Carol já é diferente, meiga, fofa, mas com uma personalidade forte, que parece não caber numa menininha daquele tamanho. Ardida que só ela. Eu brinco com ela dizendo que ela é uma das Meninas Superpoderosas: Lindinha, Florzinha, Docinho e Ximbiquinha... ela não gosta muito, mas a gente se diverte. O que eu disse do Pedro também vale pra ela, gostaria de poder passar mais tempo com eles, saber melhor do que eles gostam.. tem horas que me sinto um estranho na própria família, mas é preciso, e talvez isso torne ainda mais especial quando a gente pode curtir junto. São José dos Campos - SP, abril de 2007

Mama... tá chegando?

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Olha a cara de entediado do Pedro, na volta da viagem da Páscoa... o engraçado é que vendo ele durante a viagem eu me lembro exatamente de como eu era... -Onde a gente tá? -Em Guará, Pedro. -Faltam quantas? -Ainda falta Aparecida, Roseira, Pinda, Taubaté e Caçapava... -Hummm... E agora, onde a gente tá? -Em Guara ainda! -AAAAAinda? Hahahahahahaha, o Pedro é 10. Eu não passo tanto tempo com ele como gostaria, nem aproveito o tempo em que estou com ele como gostaria, mas tento. É uma criança que enche os olhos da gente, educado, doce, de uma inteligência que surpreende a cada dia. Uma pessoinha que é o exemplo de filho que eu gostaria de ter. Como afilhado, já tá de bom tamanho. O magrelo foi fotografado em algum trecho entre Cruzeiro e São José dos Campos - SP, em abril de 2007

Pôr do sol de novo

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Como fotos do pôr-do-sol já virarm um lugar comum desde que inventarm a fotografia colorida, vamos aproveitar pra dar uma aulinha de astronomia. Ô pôr-do-sol é avermelhado por que os raios solares sofrem um desvio no seu comprimento de onda ao atravessar uma atmosfera com alta quantidade de partículas em suspensão. É, poluição serve pra lguma coisa... São Paulo - SP, março de 2007

Eu recomendo

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Zé do Caixão recomenda. huahauhauhauhauhauah... Eu vou dar um curso de Fotografia ou de Photoshop e fazer uma propaganda assim... Só não escolhí o garoto-propaganda ainda. Estou em dúvida entre o Slott dos Goonies ou o Doutor Chapatin... hahahahahahhahaha... São Paulo-SP, março de 2007 - Que fique claro que não tenho nada contra o ilustríssimo ser das trevas que adorna esse humilde post

Outono

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Existem duas maneiras de perceber a chegada do outono. Ou você fica doente com a mudança climática, coisa de velho, né... o tempo muda e começam as dores, os resfriados e etc... Ou então você dá de cara com um pôr-do-sol daqueles de cinema. De uma forma ou de outra... o outono é sempre bem-vindo... mesmo por que ele começa dias antes do meu aniversário... rs... São Paulo - SP, março de 2007

Leptospi-o-quê II

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Livros de uma biblioteca municipal destruídos pela chuva da última sexta-feira (16/03). Os prejuízos só não foram maiores por que os moradores da região ajudaram a retirar os livros da parte baixa das estantes. São Paulo, 19 de março de 2007

A Rita me trouxe um sorriso

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Rita é uma criança, deficiente auditiva. Rita pintou esse quadro. Vento no rosto, céu azul e a alegria de ver as pipas no céu, como quando eramos crianças. Rita me fez pensar, ou melhor, me fez lembrar que não são necessárias asas para voar. São Paulo, 19 de março de 2007 O título é uma brincadeira com a música "A Rita" do Chico Buarque: "A Rita levou meu sorriso, no sorriso dela, meu assunto..."

She's Like a Rainbow

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Um dia em que pensar em qualquer coisa trouxesse um sorriso. De fechar os olhos e, ao abrí-los, encontrar um colorido a mais. Um dia para talvez encontrar um caminho por entre as defesas e armadilhas do coração de alguém. De acreditar que o dia-a-dia é extraordinário e que tudo é possível. Um dia com você. São Paulo - SP, 18 de março de 2007 - Um dia pra aceitar o calor insuportável e a chuva fora de hora... de olhos abertos.

Leptospi-o-quê?

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Fortes chuvas causaram um dos maiores momentos de caos na cidade de São Paulo hoje, (16/03). A Lapa foi uma das regiões mais atingidas, com ruas alagadas, carros arastados e a população à ver navios, ou melhor botes... botes do corpo de bombeiros foram utilizados no resgate de pesoas que ficaram ilhadas pela chuva. Apesar de tudo, sempre há aqueles que se arriscam a circular pelas áreas alagadas, mesmo com o risco de acidentes e doenças... E aqueles que se arriscam da mesma forma pra conseguir uma imagem... acho que essa foto podería ter ficado melhor... "Se a foto não está boa, é por que você não chegou perto o suficiente...", enfiar o pé num buraco cheio de água já foi o suficiente pra mim, pelo menos por hoje... São Paulo - SP, 16 de março de 2007
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Dizem que dá sorte quando uma borboleta pousa na gente. Essa pousou no chão mas, por incrível que pareça, subíu no meu dedo, e ficou perambulando pela minha mão durante tempo suficiente pra eu pegar a câmera, trocar de lente, fotometrar, acertar o branco (que não ficou lá muito certo - repare no tom avermelhado), fazer foco, medir a profundidade de campo e clicar umas 20 vezes... pra conseguir uma imagem que valesse a pena mostrar... Se dá sorte? A foto ficou boa... pra mim já é sorte o bastante. São José dos Campos, março de 2007
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Tempestade na tarde de ontem (25) na região da Freguesia do Ó São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São José dos Campos/SP - Julho de 2006
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Durante um tempão eu achei um saco esse emaranhado de fios pelas ruas de São Paulo... é feio, é cheio de pombos que presenteiam as cabeças dos azarados, atrapalha a maioria das fotos, vivem se arrebentando, atrapalhando o trânsito, causando aquelas podas homicidas nas árvores pelo pessoal "qualificado" da prefeitura, fora os frequentes roubos de cabos... Mas resolví fazer as pazes com os condutores do conforto elétrico, telefônico e televisivo dos cidadãos da metrópole! Eles continuam feios.. mas dá pra bolar uns grafismos interessantes com essa geometria caótica que a modernidade nos trás... São Paulo/SP, dezembro de 2006
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São Paulo/SP, novembro de 2006
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É engraçado ver como algumas coisas resistem bravamente ao tempo... coisas que ao menos pensamos terem sido comuns em outras épocas, que hoje chamam a atenção mais pela raridade e curiosidade que pela sua função propriamente dita. Tocadores de realejo, caixeiros viajantes, índios vendedores de ervas medicinais, mímicos de semáforo. Um dia desses ví um retratista... pra quem não sabe, ou não se lembra, um retratista é um fotógrafo, que geralmente traz consigo um pônei, uma charrete, um cabritinho colorido (coitado), pra fotografar as crianças... lógico que isso vem de uma época em que uma câmera fotográfica era um bem que poucos poderíam se dar ao luxo de possuir. Uma época em que a fotografia era tão nova quanto deslumbrante. Uma época que começou a acabar com a chegada da época do filme de 35mm e das câmeras portáteis... Kodak... Curt... Fuji... que aliás está acabando por conta da época das super-hiper-master-blaster-mega-façotudosozinha digitais... sem contar os celulares que juram ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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São Paulo/SP, dezembro de 2007

Pingo

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Primeiro teve a Lassie, dela vieram o Rafik e o Rex. O Rafik viveu uns 12 anos e de todos foi o melhor que eu tive... me acompanhava até a escola quando eu era pequeno e voltava sozinho pra casa... e no final da manhã ele quase sempre estava me esperando no fim da rua, foi atropelado mais de uma vez... apanhou de outros cachorros, bateu em alguns também... era o tipo marginal, ninguém conseguía segurar ele em casa, a gente achava que um dia ele ía acabar morrendo atropelado ou iría fugir pra não voltar mais... acabou que morreu quando a gente se mudou, talvez por não se acostumar com a casa nova, talvez por ter pego alguma doença de um dos 15 gatos da vizinha... é, a vizinha era a pior pois chamava seus gatos de Leonardo, Eduardo, Daniel e por aí vai... O Rex morava com os meus avós, em Cruzeiro, também viveu muito tempo e o fim dele foi ainda mais trágico... coitado, mas isso não vem ao caso. Depois teve o Jimi, era um meio poodle, peludo que só ele... preto... fugiu, ou foi roubado, ...
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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É no mínimo curioso tentar entender as razões que levam a gente à fotografar determinado assunto, fato, ou pessoa... Fotografamos os lugares em que estivemos por que aquilo testemunha que estivemos num lugar especial. Fotografamos as pessoas que amamos por que mostra o quanto essas pessoas são especiais. Sentímos o anseio de fotografar determinado acontecimento por que isso faz do fotógrafo parte daquilo, daquele trecho da história. Eu digo que o melhor de fotografar é saber que presenciamos a história atual de um ponto de vista privilegiado... ainda que esse ponto de vista seja um local perigoso, de difícil acesso e cheio de gente te olhando desconfiado. Mas o que é curioso, e por vezes confundido pelas pessoas é o porquê fotografam os pobres, a miséria, as guerras... por que fotografam a dor. Não é bonito, não é nobre, e sou extremamente desconfiado quanto à considerar a fotografia como arte (mas isso é opinião minha)... é simplesmente a vida de alguém, sendo colocada à mostra, com t...
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São Paulo/SP, janeiro de 2007
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São Paulo/SP, fevereiro de 2007
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Estava à toa na vida O meu amor me chamou Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor A minha gente sofrida Despedíu-se da dor Pra ver a banda passar Cantando coisas de amor... São Paulo/SP, janeiro de 2007

A Lapa

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A Lapa é um dos bairros que eu mais gosto em São Paulo. Minha primeira residência quando vim morar aquí na cidade graaaande, meu primeiro emprego, a faculdade (que não terminei, diga-se de passagem), meu primeiro, e atual, emprego fixo como fotógrafo. Um bairro tradicional... mas diferente do resto da cidade, não sei se é familiaridade por ter morado lá ou pelo fato de trabalhar na região, mas é um lugar em que me sinto estranhamente em casa. O duro está sendo tentar voltar pra lá... a droga da especulação imobiliária e a crescente verticalização jogaram o valor dos aluguéis nas alturas... Alguém tería um kitnet pra alugar? Vista dos fundos da editora - Lapa, São Paulo, outubro de 2006

Fogo na Lapa

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Incêndio destrói parte de um galpão na Lapa, zona Oeste da capital. Estavamos lá, eu, os bombeiros e a maldita fumaça, cujo cheiro me acompanhou até em casa...

Domingo de Tinta

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Grafiteiros pintam painel, em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, no túnel de ligação entre a Av. Paulista e a Av. Dr. Arnaldo, neste domingo. Vale lembrar que o túnel é o maior mural da América Latina, e tem sido palco de grandes manifestações de arte na cidade de São Paulo.

C Em7 Fmaj7... C Em7 Fmaj7...

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É... meus skills de violonista estão aumentando... não, ainda não vou tocar em público, mas já tô melhorando. Quando comecei a trabalhar com fotografia precisava de algo pra pôr no lugar de um hobby que ficou sério demais... acabei escolhendo o violão... Não vou aprender a ler partituras, por que aquelas linhas e simbolos e regras e tempos confundem demais a minha cabeça... se eu conseguir tocar alguma coisa pra aliviar o stress de vez em quando já basta. O meu sonho era fotografar como Robert Doisneau e tocar violão como o Chico Buarque... provavelmente tô tocando como Doisneau e fotografando como o Chico... ou seja, ainda não sei muito de nenhum dos dois... mas dá pra me virar... Só pra constar, os acordes do título são o refrão de Silly Love Song, do Sir Paul McCartney.

Lei e justiça

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Primeiro a imagem: Agora a história: Um grupo de famílias é retirada de uma favela em meados de 2003 e abrigada em um alojamento próximo à marginal Tietê, em São Paulo, com a promessa de serem transferidas para moradias definitivas num prazo de 90 dias. Uma atitude só foi tomada pela prefeitura mais de três anos depois. Durante esses três anos, sería inevitável que o grupo de pessoas aumentasse, pois a pobreza e a solidariedade são coisas que andam incrivelmente juntas. Com a transferência das pessoas para as prometidas residências, surge o dilema: o que fazer com o grupo de pessoas que não estavam originalmente no acordo das autoridades? Legalmente, a dívida da prefeitura para com essas pessoas é nula. Moralmente, e mesmo constitucionalmente, é dever do estado garantir moradia, saúde, segurança e educação para todo e qualquer cidadão. O que aconteceu foi pura e simplesmente a derrubada das moradias em que essas pessoas vivem (ía escrever vivíam, mas até onde sei, por não ter aonde ir,...

Hoje não fui ao mar...

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Eu não custumo dar nomes às minhas fotos... acho até que essa é a única que recebeu um título. Uma das primeiras fotografias que me lembro de ter feito, e de ter me orgulhado de tê-la feito. Não que seja um primor da técnica fotográfica, ou que seja algo emocionante. É só uma imagem, daquelas que a gente olha e clica, sem saber direito se vale a pena gastar uma pose do filme ou não. Um barco recostado à uma palmeira numa praia de pescadores em Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo. Sabe-se lá se está fazendo água, se o dono foi pra casa mais cedo ficar com a família, ou mesmo se tem dono. Gosto de imaginar o que está por trás de uma cena, não gosto de concluir, por isso acabo colecionando essas questões, sem optar por nenhuma. Acho que uma fotografia é mais do que se vê na imagem, mas nem por isso precisa-se ter definido o que ela realmente representa. Caraguatatuba, litoral norte de São Paulo - junho de 2001 (será?)